Este blog tem como principal finalidade oferecer aos leitores uma visão abrangente de diversas áreas do conhecimento e contribuir para um aprendizado interdisciplinar. O título cumpre sua função ao representar uma inquietação na busca pelo saber. Por hora, não somos especialistas nos assuntos que iremos abordar, mas nosso objetivo é compartilhar informações e promover discussões acerca do que é importante para todas as pessoas. Aprenda e divirta-se!
Sentir insônia poética é tentar dormir e acordar nas rimas. É no silêncio da madrugada que os barulhos no pensamento acordam os poemas.
sábado, 1 de outubro de 2011
Além do que se possa explicar
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Sintaxe à Vontade
Parágrafo único onipotente, onipresente e impassível de alteração: Tenho sérios problemas em escrever qualquer frase que seja coerente, semântica e literalmente com a Língua Portuguesa. Considerada demasiado viajante para regras tão estáticas e imóveis e demasiado mutante para escrever textos imutáveis.Sou complexamente simples, e simplesmente complexa.Paradoxal e visceral.Minha mente é tão intrincada quanto o maior dos mistérios, e tão simples quanto a menor das palavras, sem alternativas para o impasse do tempo que exige estática, que exige definição.Porque o tempo não se define, não começa nem termina.Ele passa, e passando transforma... recaindo em si mesmo ou em nada.Em um nada, mas que diz tudo.
Sintaxe a vontade O Teatro Mágico
Sem horas e sem dores,
Respeitável público pagão,
Bem-vindos ao teatro magico.
A partir de sempre
Toda cura pertence a nós.
Toda resposta e dúvida.
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser,
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado,
Nem tampouco a frase, nem a crase, nem a vírgula e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas,
E estar entre vírgulas pode ser aposto,
E eu aposto o oposto: que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples.
Um sujeito e sua oração,
Sua pressa, e sua verdade, sua fé,
Que a regência da paz sirva a todos nós.
Cegos ou não,
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para nossa oração.
Separados ou adjuntos, nominais ou não,
Façamos parte do contexto da crônica
E de todas as capas de edição especial.
Sejamos também o anúncio da contra-capa,
Pois ser a capa e ser contra a capa
É a beleza da contradição.
É negar a si mesmo.
E negar a si mesmo é muitas vezes
Encontrar-se com Deus.
Com o teu Deus.
Sem horas e sem dores,
Que nesse momento que cada um se encontra aqui e agora,
Um possa se encontrar no outro,
E o outro no um...
Até por que, tem horas que a gente se pergunta:
Por que é que não se junta
Tudo numa coisa só?
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Perspectiva
Vida. O que carrega, pois, esta palavra, tão indefinível e tão distante, mas ao mesmo tempo, tão próxima, tão real, tão VIVA? O que é viver? Reunir uma inconstância de sentimentos, momentos e divagações que pouco fazem sentido?
É engraçado que só venhamos a pensar na importância da vida, geralmente, quando ela nos “prega uma peça”. Sinto-me, agora, como se ela fosse aquela figura de capuz preto carregando um machado, prontinha, prontinha para tirar, lentamente, a minha vontade dela mesma. E morte e vida se confundem, a partir do momento em que meu corpo e, sobretudo, coração, já não mais reconhece o que os difere. É como se apenas existisse, nesse momento, vida na morte e morte na vida.
Pode parecer dramático demais, meio baynorismo demais para o séc XXI, mas não se pararmos pra pensar que tudo o que se passa nesse mundo, o qual - ignoro até que ponto - chamamos de real, só existe em oposição a algo. O que seria da tristeza, sem a alegria? Do ódio, sem o amor? Da fome, sem a fartura? Da surpresa, sem a frustração, por exemplo? Nada. Absolutamente, nada. E o oposto, também se faz verdadeiro. É tudo questão de perspectiva e nada além disso.
O conceito de perspectiva é originário, como se sabe, da pintura, a qual pressupõe a exposição do ângulo de visão do artista. Ela torna-se, assim, a arte de representar objetos sobre determinado plano, tais como eles apresentam-se à vista. Já na literatura, ela assume um papel ainda maior, deixando de ser apenas o lugar de onde se vê, para representar, também, a maneira como se vê. Partindo deste conceito, é através dela que interpretamos qualquer existência, da mesma forma como um narrador interpreta sua história antes de conta-la. Nós interpretamos a vida, antes mesmo de conhecê-la, antes de sabermos defini-la.
Assim, a verdade torna-se amplamente relativa, tal como a vida e a forma de encará-la. Se encararmos, como foi dito acima, que sentimentos só existem em contraposição a outro, talvez paremos de enxergar a tristeza, o ódio, a raiva, a angústia e, até mesmo, a morte, como coisas ruins. São apenas estados de espírito, passageiros, mas que são capazes de nos fazer, de fato, dar valor aquilo que realmente nos faz bem, como viver.
“É preciso afastar-se para uma quietude qualquer, e talvez os mortos sejam esses que se retiram para refletir sobre a vida”, (Rilke, Rainer Maria. A canção da justiça)
quinta-feira, 16 de junho de 2011
À Clarice
Exalto a entrelinha, é sempre o endereço incerto para encontrar o eu-mutante.
Sem talento
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Morte aos vermes!
terça-feira, 10 de maio de 2011
E isso é tudo
Você vai perceber leitor que a minha maior dificuldade está em transcender meu pensamento em algo legível. Meus amigos são bem melhores nisso... Vale ressaltar que essa diferença não tem relação com a complexidade da maneira de pensar de cada um, é apenas uma característica que preferi compartilhar e que também é inquietante. segunda-feira, 2 de maio de 2011
Enfim, minha breve apresentação
“Pergunto à imensidão do universo
P.S.: Deixarei meu nome assim, pelo menos por enquanto
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Michê de mim
Tentada a escrever
Tentada talvez a amar
Tentada a ser mim
Sigo michê
Sigo clichê
Falo de amor
Como se vendesse meu corpo
A você
A mim
segunda-feira, 28 de março de 2011
Devaneio noturno
A partir desse dia, a vida começa a ter um viés diferenciado. As pessoas não são interessantes apenas para rir, mas para se aglomerar em uma rede de contatos, que, possivelmente, serão necessários no futuro. Não que isso seja ruim, entretanto a busca, unicamente, por interesses, acaba por dizimar a personalidade. Além de cercear as pessoas, com pensamentos incompletos e, muitas vezes, deturpados.
Leitor, ninguém disse que a vida seria fácil. Acredito na dificuldade. Tenho fé que ela faz o papel de medidor de tudo que queremos, desejamos, possuímos e desistimos. O ano do vestibular, não pode ser encarado com desdém, muito menos, excessivamente, dedicado. Da mesma forma que os anos da faculdade não podem ser guiados de forma imatura. O universo da universidade é o melhor ponto de reflexão de atitudes e ponto de convergência para não encontrar apenas respostas, mas cria-las. O certo e o errado são concomitantes, sinônimos e não necessariamente são as únicas vias. Não pense em ser o melhor, mas o melhor para você e com você.sábado, 26 de março de 2011
Organização caótica
Obviamente, não podemos enquadrá-los no gênero épico- é só compará-los a Homero; o leitor há de convir, também, que pouco possuem eles de dramaticidade- Shakeaspeare com certeza concordaria; outrossim, estão longe de representar o sentimentalismo do gênero lírico- semelhança alguma aos escritos de Fernando Pessoa. Poder-se-ia procurar uma segunda alternativa: e se fossem eles a união dos três? Definitivemente nada têm eles de comum com as baladas de Manuel Bandeira. O que seriam então?
Alguns radicalistas diriam que tais vertentes não podem ser chamadas de literatura, justamente por essa dificuldade aparente de classificá-las. Mas isto seria um tanto injusto com os vanguardistas Hugo Ball, ou Antonio Maria, ou Guillaume Apollinaire, por exemplo. Certamente, cada um destes se reviraria em seu túmulo ao ouvir tal barbárie. Afinal, é muito mais fácil excluir algo de um sistema do que tentar criar uma forma de englobá-lo nele.
Hoje, serei um pouco audaciosa e tentarei formular um espaço alternativo para estes escritos dentro da literatura. Se não podemos fugir dos "gêneros fundamentais", vamos tentar mudar a forma de encará-los. E se, ao invés de uma união harmônica entre os gêneros, o dadaísmo- aqui, apenas como representante dos demais já citados- fosse o choque do épico com o dramático, ou do lírico com o épico, ou dos três ao mesmo tempo? É como se, ao uni-los dessa maneira, fôssemos capazes de introduzí-los na literatura e organizá-los dentro do caos que representam. Eles seriam, pois, nada mais que a representação caótica do padrão de gêneros literários. E isso não significa que, apenas por serem diferentes e, muitas vezes, incompreendidos, devem ser julgados como arte baixa, como poderia classificar Aristóteles. São apenas a expressão real de sentimentos cansados do tradicionalismo, impositor de regras e normas que nem sempre são convenientes.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Metamorfose Pura
Crio coragem. Levanto. Exatamente no momento em que meus pés tocam o chão frio, sou atingida por um balde de realismo: meu lirismo permanece na cama. Entretanto, minhas palavras denunciam-me: sou incapaz de escrever longe da sombra do romantismo. Percebo, pois, que não sei ser só realista, como não sei ser apenas poeta.
Então, o que seria eu? Poderia ser um pouco de cada, meio a meio, talvez mais um do que o outro. Mas não! Sou inteiramente ambos. Com a mesma força, com a mesma intensidade, com o mesmo ardor. Jamais negarei o meu realismo. Jamais negarei meu caráter poético. Simplesmente, encarregarei o leitor de definir-me de acordo com o assunto de que trato, da maneira como trato.
Hoje, sou mais romântica que realista, ao contrário do que disse ao início deste rascunho. E se o leitor vê contradição neste fato, acostume-se com ela. Não hesitarei em mudar de opinião no decorrer de minhas postagens. Escreverei de acordo com aquilo que acredito no momento em que tomar o papel e caneta em mãos. Isto, todavia, não faz de minhas palavras mais verdadeiras, muito menos mentirosas. São apenas palavras, jogadas aqui para que aquele que lê julgue-as como desejar.
Por fim, retomo a ideia de meu colega, Anil agripnico: sou a metamorfose pura, em seu integral significado; um alguém diferente a cada composição. E para os incapazes de compreender-me, recomendo os demais colaboradores desta página- provavelmente, melhores que eu e mais compreensíveis.
"Agora, meus amigos, é preciso nos consolarmos com isto: que a minha realidade não é mais verdadeira que a sua, e que tanto a minha quanto a sua duram só um momento”. PIRANDELLO, Luigi. 'Um, nennhum e cem mil'.
terça-feira, 22 de março de 2011
Monólogo à três
Carlos, eu preciso da sua ajuda. E é justamente sobre isso: Heavy metal, como filosofia, eu digo- se isso for, pra você, uma redundância, eu entendo.
Bom, o que eu não compreendo é como se é capaz de exaltar a dor pela dor, a morte pela morte. Digo, quando penso em "Anjo Negro" e toda a história eu não imagino Nelson Rodrigues escrevendo tudo aquilo para exaltar o que acontece, mas para exaltar a vida por trás disso. Ao admitirmos o racismo em sua peça isso se faz justamente para contrastá-lo com o valor que seria correto, ou seja, a concepção de que todos somos humanos e a melanina assim como a cor do cabelo não determina estratificações. O que quero dizer é que por trás do estilo visceral de como uma letra sua afirma: "a dor sustenta o meu corpo", esse desejo de cantar sua dor no metal não é nada além do que uma tentativa de desforrá-la com pessoas que a entendem. De tentar exprimí-la em solos de guitarra ou por um vocal gutural para, não exautá-la, mas esmiuçá-la de tal forma a se tornar comprensível e/ou, talvez, somente deixá-la ser, deixá-la latejar. Lhe digo ( perdoe a próclise, mas eu odeio o modo como soa a ênclise), sentir a dor, assim como sentir a felicidade, me faz sentir pulsante. Ao experimentar tais sensações sinto uma sede por sentimentos que, eu não sei, talvez exprimam o que "sentir" significa. Agora, nem só dor, nem só morte. Aceito não rotular isso de mal porque também é uma sensação, mas quando isso extrapola essa descoberta individual eu não sei o que dizer.
Você me disse, uma vez, que em shows no underground, você vê muito mais cuidado com o próximo do que nas rodas arrogantes de MPB. Entendo isso na medida em que entendo quando abraço alguém com quem compartilho minhas tristezas, meu sofrimento, mas há como se bastar só sofrendo? Para se explorar "visceralmente"como creio ser proposto, há que se levar em conta as antíteses. É um vício abster-se com a tristeza, por mais que você a prefira. Eu prefiro a alegria, mas não me privo da dor por temê-la. E também não só a aceito, mas a vivo quando vem. É muito simplista restringir um estilo musical a uma de suas vertentes, mas se consigo compreender essa paixão que vocês sentem, talvez seja pensando em compará-la a minha paixão pela clássica. Algo que te preenche e sufoca e enebria, que ressoa em você pelos poros. É como se o heavy metal fosse tão sensível quanto o que Tchakovsky representa. Tão sutil e forte ao mesmo tempo, que estilos tão contrastantes se aproximam justamente pelo que os afasta, a paixão. Esse retombar externo que alcança o "Tuntar" interno. E nem por fazê-lo heavy metal ou música clássica são os melhores estilos, nem por isso MPB, samba ou pop deixam de compor melodias. Todas estão presentes, se manifestando de maneiras diferentes, mas complementares. Até mesmo o funk expressa a cultura de onde nasce e não deixa de ressoar em quem vive essa realidade. Tudo depende de que forma a melodia te toca, te alcança e te faz ser em sua plena extensão.
Digo, heavy metal não ressoa em mim, mas entendo como pode ressoar, como pode apaixonar. Já que, o que é o amar senão dor e alegria juntos?
"To pull the plugs And to make you die To stop your suffering And to make me cry Sorry but I don't mind Sorry but I can see Now my life is going And I'm everything I'm seeing a child I'm smelling a rose My eyes have been closed Now, here is my time "A tribute to the plague
"quando o coração
Leva o ritmo no peito
Meu verso leva jeito
Pra fechar de primeira
Se você duvida
Da cadência dessa paixão
Sente só o tum tum
Do meu coração
Na escola ele era
Batucada na carteira
Depois do teu beijo,
Bateria da mangueira
Amar de todas as formas
Ou de qualquer maneira
Meu coração é essa máquina
De samba portátil " Samba Portátil de Carlos Machado
Oblivon- Astor Piazzolla
http://www.youtube.com/watch?v=LlRximI_BZU&feature=related
sábado, 19 de março de 2011
Anil agripnico
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
