Neologismos fazem parte do contexto-para nem todos os fluidos corporais há um nome para se por no papel- e se entitulo o texto e a mim mesma com duas palavras aparentemente desconexas, é porque encaixo aí todo o resumo do conceito deste blog para mim. Como se ter insônia com um céu anil? Como um diagnóstico clínico (agripnico) ousa definir o anil proveniente da decomposição da luz em si? Em tudo, sempre encontramos milhares de paradoxos e milhares de portas para viajar pelo infinito e pelo limbo imaginário. Quero dar asas a essa viagem, mesmo que nem eu mesma me entenda, de tal forma a dar sentido a loucura ou a ser dominada por ela, encontrando-me nas entrelinhas. E todas essas dúvidas, insanidades e viagens, essas sim, me dão e são a minha Insônia. Sempre presente mesmo em dias de céu azul, compondo e sendo ironicamente o meu nome ao contrário e o inverso de tudo que já tentei formular.
“Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando" Clarice Lispector-ela sempre tem as palavras certas, mesmo querendo não tê-las.
"Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou" Raul Seixas
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